O recente episódio mediático da professora de Mirandela nas páginas da Playboy é um bom indicador do deficit de racionalidade no nosso tecido societal.
O poder político local, a Câmara municipal de Mirandela, foi lesto na decisão de afastar a professora do seu lugar de trabalho, agindo, supostamente, em defesa dos superiores interesses das inocentes meninas e meninos que frequentam a escola pública da região, mas não se lhe topou a menor preocupação relativamente ao facto, agora comprovadíssimo, de as crianças de Mirandela terem fácil acesso a uma revista sexual-erótica destinada a pessoas adultas. Não será isso o preocupante? No entanto, nem a Câmara, nem os jornalistas, nem os comentadores de serviço disso falam. Não menos estranho é o facto de ninguém ter aludido ao nível de competência profissional (pedagógica) da senhora professora que posou seminua para a Playboy e que por isso foi imediatamente afastada.
De notar o facto de não ter havido ninguém a rotular de pornográfica a referida revista, nem o nu fotográfico nela exibido, e de também um significativo número de vozes se ter feito ouvir em defesa da liberdade individual. Sintoma de recuo do Portugal ajesuitado, provinciano e obscurantista?
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domingo, 23 de maio de 2010
Professora na Playboy
Publicada por
João Maria de Freitas-Branco
à(s)
07:23
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Sociedade
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